Blog Geo.NET Geoprocessamento, SIG e Sensoriamento Remoto

21set/110

Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 4: conclusoes

O paper deste mês vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al. Vamos agora “aos finalmentes” deste estudo de caso que integra SIG e análise multicritério com o uso de AHP (“Analytical Hiearchy Process”) enquanto ferramenta sistemática de auxílio à tomada de decisão ao longo do procedimento de análise.

Nos 3 diferentes cenários definidos pelos autores, um ou outro critério foi ressaltado em detrimento dos outros. O cenário 1 enfatizou a questão da disponibilidade do terreno, enquanto o cenário 2 e 3 enfatizaram o valor do terreno e a densidade populacional, respectivamente. Procurou-se, assim, apresentar as diferentes “facetas” dessa análise, de acordo com os critérios adotados, e considerados mais importantes.

Este tipo de análise multicritério é reconhecido como uma poderosa ferramenta para planejamento, e a integração com SIG permite a aplicação de tal análise em problemas que tenham uma forte componente espacial, como é o caso de planejamento urbano-espacial, no caso, definição de localização ótima de Parques Públicos.

Assim fecharmos a série deste mês, com este estudo de caso realizado no Paquistão. Até a próxima!

Link para a publicação online:

http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
14set/110

Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 3: resultados

O paper deste mês vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al. Vamos agora abordar os resultados deste estudo de caso que integra SIG e análise multicritério com o uso de AHP (“Analytical Hiearchy Process”) enquanto ferramenta sistemática de auxílio à tomada de decisão ao longo do procedimento de análise.

A derivação dos pesos compostos para os 3 cenários definidos para a análise podem ser visualizados abaixo.

Os resultados de adequação do terreno após a aplicação dos pesos nos 3 cenários pode ser visto na tabela abaixo.

Os 3 cenários foram combinados para a determinação do potencial do terreno para implantação de Parques Públicos. A Fig. 1 mostra o mapa final de adequação do terreno para implantação de Parques Públicos na cidade de Lakarna, Paquistão.

No próximo post, o último da série deste mês, apresentaremos as conclusões deste estudo de caso realizado no Paquistão. Até lá!

Link para a publicação online:

http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
7set/110

Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 2: metodologia

O paper deste mês vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al. Vamos agora abordar os métodos utilizados pelo autor neste estudo de caso que integra SIG e análise multicritério com o uso de AHP (“Analytical Hiearchy Process”) enquanto ferramenta sistemática de auxílio à tomada de decisão ao longo do procedimento de análise.

Os fatores/dados disponíveis para a avaliação da adequação do terreno para implantação de Parques Públicos abrangeu:

O desenvolvimento da matriz pareada do método AHP envolveu o julgamento crítico dos critérios e parâmetros da tabela acima, com 3 cenários alternativos. O cálculo dos pesos dos fatores foi realizado com o software “Expert Choice” 11.5, para garantir a razão de consistência (CR) necessária para o método AHP, ou seja, garantir que atribuição dos pesos seja consistente ao longo da matriz pareada.

Para finalizar, uma função linear ponderada foi utilizada para definir o valor final da análise de adequação considerando os múltiplos critérios envolvidos, conforme fórmula abaixo.

Wi - importância relativa ou pesos dos fatores/parâmetros. Vi - peso relativo do parâmetro i. n - número total de parâmetros


A aplicação do método foi realizada em ambiente SIG (ArcGIS 9.2) com os dados em formato raster. Formato este que facilita a aplicação de diversas cálculos até chegar ao resultado final da análise, através da “Calculadora Raster”.

No próximo post, veremos os resultados obtidos pelo estudo de caso. Até lá!

Link para a publicação online:

http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
1set/110

Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 1: apresentando o problema

Novo mês, novo paper. O deste traz um assunto relacionado a planejamento espacial urbano, tão necessário e por vezes relegado à marginalidade em nosso país. O estudo de caso vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al.

A importância de Parques Públicos em ambiente urbano é conhecida. Além de prover recreação, eles cumprem relevante papel na melhoria das condições microclimáticas e podem perfazer um ambiente mais saudável dentro de um contexto de poluição. Neste interím, os autores propõe uma forma sistemática de avaliar a localização de Parques Públicos, tendo em conta a adequação do terreno, através de análise multicritério, como forma de determinar a localização ótima para os mesmos.

Como ferramenta para tratamento dos dados, que devido a natureza espacial da problemática em mãos, são de característica espaciais, óbvio que SIG é a escolha mais acertada. Associada a isso, os autores propõe o uso do AHP – “Anlytical Hierarchy Process” – enquanto ferramenta de avaliação multicritério. Este método é reconhecido como uma forma de auxiliar tomada de decisões em problemas complexos. E o faz ao permitir uma forma sistemática de fazer escolhas justificadas. O grande “pulo do gato” dessa metodologia reside na avaliação comparativa da relevância entre os critérios e seus atributos.

Um pequeno exemplo deve ilustrar melhor o conceito. Imaginem que existem três critérios (C1, C2 e C3) para se avaliar determinado problema. Para que se extraía a relevância comparativa entre esses dois critérios, prepara-se uma matrix pareada entre os critérios a serem utilizados, e avalia-se quanto um critério é mais relvante que o outro. Para tanto, costuma-se utilizar valores entre 1 e 9, sendo que quando mais próximo de 9, mais um critério é mais relevante que o outro:

Da matrix acima, extraí-se que se considera o cirtério C1 muito mais relevante (9) que o critério C2, mas só um pouco mais relevante (3) que o C3. Já entre o C3 e o C2, considerou-se que o primeiro mais relevante (6) que o último. Esta hierarquização dos critérios é o arcabouço para que se defina os valores de “preferência” entre as aternativas existentes, dados os critérios utilizados.

No próximo post, vamos entender melhor como os autores aplicaram essa metodologia no contexto de definição de localização ótima para Parques Públicos na cidade Paquistanesa. Até lá!

Link para a publicação online:

http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
6mai/110

Sistema de informacao para avaliacao de risco-vulnerabilidade a inundacoes – parte 4: implementacao do sistema

Seguindo com o paper da semana, de Karmakar et al. (J. Geographic Information Systems, Julho de 2010, v. 2), vamos agora tratar da parte final do escopo do trabalho, que é a implementação do sistema de informação para apresentação sistemática de risco de inundação, probabilidade de ocorrência de inundação, vulnerabilidade à inundação e exposição do uso e tipo do do solo à inundação por regiões postais em 6 grandes centros de desastres na parte alta da bacia do Rio Thames, Sudoeste de Ontário, Canadá..

Os autores destacam que uma das grandes vantagens de fornecer acesso online a informações sobre risco de inundação é permitir às pessoas estar ciente de riscos que de outra forma não elas estariam cientes. E é importante destacar que o nível de informações é de acordo com a característica do usuário: público geral, tomadores de decisão e profissionais de gerenciamento da água. Esta última categoria tem acesso inclusive aos dados brutos armazenados no sistema. Já os tomadores de decisão têm acesso ao mapa de risco à inundação, assim com o público gera, mas dispõem ainda de uma ferramenta que lhes permite executar, por exemplo, mudanças no uso do solo como forma de avaliar as implicações em termos de risco à inundação.

Este tipo de iniciativa, a meu ver, é muito interessante porque tem a ver com diversas facetas de nossa sociedade. Tem um caráter científico envolvido, na obtenção do índice de risco à inundação, na própria geração de informação de base para essa análise de risco e no próprio desenvolvimento do sistema. Tem um caráter social forte, que é o de comunicação ao público em geral aos perigos que eles podem estar expostos. E transpassando isso está a questão de transparência governamental.

E você o que acha? Não é uma ótima iniciativa para ser replicada em algumas regiões do Brasil, que frequentemente sofrem com problemas de inundações?

Compartilhe:
4mai/110

Sistema de informacao para avaliacao de risco-vulnerabilidade a inundacoes – parte 3: obtencao dos parametros

Seguindo com o paper da semana, de Karmakar et al. (J. Geographic Information Systems, Julho de 2010, v. 2), vamos agora tratar finalizar a parte metodológica do estudo através da apresentação de como os autores obtém os parâmetros a serem utilizados na expressão geral de risco à inundação.

O primeiro parâmetro a ser obtido, de acordo com a expressão geral (post anterior), é a probabilidade ocorrência, representando o fator “perigo” da definição geral de risco. Foram utilizados mapeamentos existentes de linhas demarcatórias de inundações com 100 e 200 anos de recorrência estatisticamente.

A vulnerabilidade de cada região é obtida através de um índice que agrupa fatores físicos (vulnerabilidade de áreas alagáveis, por exemplo), econômicos (danos de inundação que possam em ser quantificados em termos de recursos financeiros, por exemplo), infraestruturais (vulnerabilidade de infraestrutura civil como rodovias, pontes etc.) e sociais (associados a reação, resposta e resistência da população a um evento de desastre). Cada fator que compõe o índice é normalizado entre 0 e 1. Com os planos de informação com o índice normalizado de cada fator é realizado uma álgebra de mapas em ambiente SIG, obtendo o índice geral de vulnerabilidade através da média dos índices dos fatores físicos, econômicos, infraestruturais e sociais.

Já as exposições da cobertura e tipo de solo são computados em separado para avaliar a influência desses parâmetros na severidade dos eventos de inundação. No que concerce tanto a cobertura quanto o tipo de solo, a influência reside no potencial de permeabilidade que o tipo cobertura e/ou de solo tem, gerando mais ou menos escoamento superficial. Os índices foram determinados por especialistas e também foram normalizados entre 0 e 1.

No próximo post, veremos sobre a implementação do sistema de informação para apresentação sistemática de risco de inundação, probabilidade de ocorrência de inundação, vulnerabilidade à inundação e exposição do uso e tipo do do solo à inundação por regiões postais em 6 grandes centros de desastres na parte alta da bacia do Rio Thames, Sudoeste de Ontário, Canadá.

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
3mai/110

Sistema de informacao para avaliacao de risco-vulnerabilidade a inundacoes – parte 2: metodologia geral

Seguindo com o paper da semana, de Karmakar et al. (J. Geographic Information Systems, Julho de 2010, v. 2), vamos agora tratar da metodologia utilizada pelos autores. Antes é importante tecer alguns comentários sobre definição terminológica. A começar por “risco”, enquanto produto do “perigo”, algo intrínseco, da natureza do fenômeno, e a “vulnerabilidade”, que é algo extrínseco, devido a exposição ao perigo. Trocando por palavras mais simples, se existe um costão rochoso perigoso numa praia, com a própria qualidade o define, trata-se de um “perigo”. Mas só se pode falar de “risco” se alguém se expor aquele “perigo”, tornando-se “vulnerável”. A mesma lógica se aplica a enchentes/inundações. Pode haver o “perigo” de inundações, mas sob a perspectiva humana, só haverá “risco” se houverem pessoas e/ou infraestrutura exposta.

Tecnicamente falando, os autores definiram “risco” de inundações, neste estudo, como produto da probabilidade de ocorrência (pe), vulnerabilidade à inundação (V), e exposição da cobertura do solo (E_land) e do tipo de solo (E_soil), resultando na expressão:

Risco à inundação = pe x V x E_land x E_soil

O perigo é entendido como a probabilidade de ocorrência, e a vulnerabilidade é definida como a susceptibilidade da população de uma região a danos devidos à inundação. Os parâmetros de exposição quantificam quanto a cobertura e o tipo de solo pode influenciar na severidade da inundação, estando particularmente associada à permeabilidade. Todos os planos de informações são processados em ambiente SIG. A Figura abaixo demonstra a estrutura do sistema de informação.

No próximo post, seguiremos com a apresentação da metodologia, enfocada na obtenção dos parâmetros da expressão geral de risco à inundação.

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
2mai/110

Sistema de informacao para avaliacao de risco-vulnerabilidade a inundacoes – parte 1: apresentando o problema

Após uma semana de pausa, devido a motivos pessoais, retomo nossa série semanais de posts apresentando um paper recentemente publicado na área de geoinformação. O desta semana trata de uma questão bastante pertinente, que ataca diversas regiões do mundo, inclusive o Brasil – risco de enchentes/inundações.

De autoria de Karmakar et al. (J. Geographic Information Systems, Julho de 2010, v. 2), o paper, por um lado, propõe um método para estimar impacto na vulnerabiliade de infraestrutura devido a inundação de faciliades críticas, estações de serviços de emergência e pontes. Por outro, um sistema de informação é implementado para a apresentação sistemática de risco de inundação, probabilidade de ocorrência de inundação, vulnerabilidade à inundação e exposição do uso e tipo do do solo à inundação por regiões postais em 6 grandes centros de desastres na parte alta da bacia do Rio Thames, Sudoeste de Ontário, Canadá. O sistema foi desenvolvido para dar suporte a diferentes tipos de usários, incluindo público geral, tomadores de decisão e profissionais de gerenciamento de água.

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
15abr/110

Algebra de mapas na avaliacao das caracteristicas da terra para reflorestamento – parte 4: consideracoes finais

Seguindo o paper dessa semana (Dengiz et al., African Journal of Agricultural Research, v. 5(12), Junho de 2010), vamos agora fechar a apresentação do estudo realizado na Turquia

O que é interessante destacar nesse estudo é a consideração de diversos fatores na determinação do mapa final de potencial florestal. O mesmo conceito poderia ser aplicado em diversos outros contextos, desde que se tenha dados sobre diferentes as características do solo a serem avaliadas dependendo do problema em mãos.

A determinação de notas para cada critério e o uso de álgebra de mapas em ambiente SIG pode ser vista como umas das principais potencialidades das técnicas de geoprocessamento. Pois permite a derivação de informação que pode ser útil à tomada de decisão a partir de conjunto de dados, os quais quando analisados separadamente podem não ressaltar o potencial existente naquela região.

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
14abr/110

Algebra de mapas na avaliacao das caracteristicas da terra para reflorestamento – parte 3: resultados

Seguindo o paper dessa semana (Dengiz et al., African Journal of Agricultural Research, v. 5(12), Junho de 2010), vamos agora tratar dos resultados do estudo realizado na Turquia.

Foi gerado um mapa de adequação à plantação de floresta considerando 8 espécies diferentes: Fraxinus excelsior (freixo), Juglans regia (nogueira), Pinus pinaster (pinheiro-bravo), Pinus radiata (pinus), Pinus pinea (pinheiro-manso), Populus L. (populus), Robinia pseudoacacia (acácia falsa) e Salix Alba (salgueiro). A sequência de figuras abaixo mostra o mapa do índice final para cada espécie considerada:

S1: Muito adequado; S2: Moderadamento adequado; S3: Marginalmente adequado; N: Não-adequado.

Por: Rodrigo Sperb

Compartilhe:
Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes