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	<title>Blog Geo.NET &#187; Rede de drenagem</title>
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	<description>Geoprocessamento, SIG e Sensoriamento Remoto</description>
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		<title>GESTAO DOS RECURSOS HIDRICOS &#8211; Utilizando o ArcMap para a delimitacao de bacias hidrograficas e a extracao de redes de drenagem</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 02:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>alfredo.arantes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alfredo A. Guimarães]]></category>
		<category><![CDATA[Bacia Hidrográfica]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Gestão de Recursos Hídricos]]></category>
		<category><![CDATA[Rede de drenagem]]></category>

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<li><a href='http://blog.geoprocessamento.net/2010/01/metadata-1/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Metadata #1'>Metadata #1</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A utilização e disseminação de técnicas de delimitação de bacias hidrográficas e extração de redes de drenagem através das ferramentas do geoprocessamento ainda tem uma utilização de certa forma restrita aos órgãos bem estruturados tecnologicamente, o que dificulta, muitas vezes, a adoção desta unidade territorial como unidade de planejamento das atividades que ali se inserem. Além disso, a não utilização destas técnicas dificulta e até impossibilita o uso de uma série de informações que podem ser extraídas, informações estas que serão decisivas para a tomada de medidas durante a fase de planejamento e gestão das atividades inseridas na bacia hidrográfica.</p>
<p>A metodologia aqui utilizada para a realização da delimitação da bacia hidrográfica e a extração das redes de drenagem engloba a utilização do <em>software Arcgis</em> e imagens de radar do programa idealizado pela NASA (<em>National Aeronautics and Space Administration</em>), denominada <em>Shuttle Radar </em><em>Topography Mission </em>(SRTM).</p>
<p>Ao <em>software Arcgis </em>estão agregados uma família de outros <em>softwares </em>que desempenham funções bem variadas, que vão desde a visualização e edição de mapas, dados gráficos e alfanuméricos, bem como edição de dados, análises espaciais mais complexas e geração de layouts.</p>
<p>Os dados SRTM resultam de uma missão espacial realizada pela NASA, NIMA (<em>National Imagery and Mapping Agency</em>), DLR (Agência Espacial Alemã) e ASI (Agência Espacial Italiana), cujo objetivo foi o de gerar um Modelo Digital de Elevação (MDE) da Terra usando uma técnica denominada interferometria, a qual se utiliza das respostas espectrais na faixa de microondas do espectro eletromagnético, permitindo a obtenção de informações sobre a estrutura tri-dimensional dos alvos na imagem, no caso da SRTM o relevo.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig11.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-893" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig11.jpg" alt="" width="426" height="206" /></a>Figura 1 - (a) Direções de fluxo possíveis para um determinado pixel e (b) direção de fluxo escolhida em função da maior declividade entre o pixel central e os vizinhos.Fonte: PAZ e COLLISCHONN (2008, p. 86)</p>
<p>Na imagem <em>raster</em> gerada através das imagens SRTM, para cada <em>pixel</em>, além da posição geográfica “x e y”, também é atribuído um valor altimétrico “y”, o qual servirá de valor base para a extração das redes de drenagem e a delimitação da bacia hidrográfica através, principalmente, de duas ferramentas do software Arcgis: Flow direction (Direção de Fluxo) e Flow acumulation (Fluxo de acumulação).</p>
<p>Segundo Paz e Collischonn (2008, p. 86), as direções de fluxo constituem o plano de informações básico derivado de um MNT em formato raster para suporte a estudos hidrológicos. O procedimento mais comum consiste em considerar uma única direção de fluxo para cada pixel do MNT, sendo essa direção atribuída para um de seus 8 vizinhos (tomando uma janela 3x3). A determinação de qual direção de fluxo atribuir é feita escolhendo a direção que proporcione a maior declividade, calculada como sendo a diferença de elevação entre o pixel vizinho e o pixel central dividida pela distância entre eles (Figura 1).</p>
<p>Esse procedimento é conhecido como D8 ou <em>deterministic eight neighbours </em>(Jenson e Domingue, 1988), e é o mais comumente empregado. Aplicando a regra da maior declividade para cada pixel do MNT, obtém-se a correspondente direção de fluxo e, ao final do processo, gera-se uma imagem raster onde a cada pixel é atribuído um valor ou código que denota para qual dos vizinhos ele drena.</p>
<p>A primeira etapa a ser realizada para a delimitação da bacia hidrográfica e extração de sua rede de drenagem foi a aquisição das imagens SRTM através do site da Embrapa Monitoramento por Satélite (http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/download/index.htm), onde se encontram disponíveis as imagens SRTM, articuladas em folhas topográficas do IBGE. Para a área de estudo foram necessárias duas folhas: SE-23-V-C e SE-23-Y-A.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-895" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig21.jpg" alt="" width="649" height="385" /></a>Figura 2 - Site da Embrapa Brasil em Relevo. Fonte: http://www.relevobr.cnpm.embrapa.br/download/index.htm</p>
<p>De posse destas imagens, foram iniciados os procedimentos metodológicos para a delimitação da bacia hidrográfica  e a extração das redes de drenagem. Inicialmente as imagens SRTM, em formato <em>raster</em>, foram transformadas para o formato <em>GRID</em>, através do comando <em>Data &gt; Export Data</em>.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-896" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig3.jpg" alt="" width="698" height="436" /></a>Figura 3 – Transformação da Imagem SRTM em formato raster para formato GRID. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>Na janela que se abrirá, em <em>Location</em> escolha o local de destino do novo arquivo, em <em>Forma</em>t selecione <em>GRID</em> e em <em>Name</em> dê um nome ao arquivo. Criado o arquivo formato <em>GRID</em>, abra o <em>ArcToolbox</em> e siga o caminho <em>Spatial Analyst Tools &gt; Hydrology &gt; Fill</em>, onde aparecerá a janela <em>Fill</em>. Insira o arquivo <em>GRID</em> gerado em <em>Input surface raster </em>e em <em>Output surface raster </em>dê um destino ao novo arquivo <em>Fill</em> gerado.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-897" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig4.jpg" alt="" width="697" height="437" /></a>Figura 4 – Transformando o arquivo GRID para arquivo Fill. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>O próximo passo é gerar uma imagem com a direção do fluxo, seguindo o caminho <em>Spatial Analyst Tools &gt; Hydrology &gt; Flow Direction. </em>Na janela <em>Flow Direction</em> insira o arquivo <em>Fill</em> gerado na etapa anterior em <em>Input surface raster </em>e em <em>Output surface raster </em>dê um destino ao novo arquivo que será gerado.<em> </em></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig5.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-901" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig5.jpg" alt="" width="699" height="438" /></a>Figura 5 – Gerando direção de fluxo. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>A etapa de geração do arquivo de direção de fluxo é uma das etapas mais importantes para a extração da rede de drenagem e delimitação da bacia hidrográfica, uma vez que é onde são realizados os cálculos dás áreas de maior declividade, por onde o fluxo de drenagem é direcionado no meio ambiente, naturalmente. É sabido, na hidrologia, que a água flui naturalmente pelo caminho de menor esforço, sendo assim quanto maior a declividade existente, menor será o esforço “exercido” pela água e desta forma serão estes valores de célula na imagem gerada que serão selecionados como caminhos das redes drenagem.</p>
<p style="text-align: left">A próxima etapa será gerar o fluxo acumulado e para executar esta etapa siga o caminho <em>Spatial Analyst Tools &gt; Hydrology &gt; Flow Accumulation.</em> Na janela <em>Flow Accumulation</em>, insira o arquivo de direção de fluxo gerado anteriormente e dê um destino para o novo arquivo que será gerado.<em> </em></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig6.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-902" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig6.jpg" alt="" width="700" height="439" /></a>Figura 6 – Gerando fluxo acumulado. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>O próximo passo para atingirmos o objetivo proposto será gerar uma imagem <em>raster</em> com as drenagens extraídas, para tal de ser realizado os seguintes passos no <em>ArcToolBox:</em> siga o caminho S<em>patial Analyst Tools &gt; Conditional</em> e vá até a janela <em>Con</em>.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig7.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-903" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig7.jpg" alt="" width="699" height="436" /></a>Figura 7 – Geração de imagem com as drenagens extraídas. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>Na janela <em>Con</em> insira o arquivo de fluxo acumulado gerado na etapa anterior e em <em>Input true raster </em>no <em>Constant value </em>digite 1. Em <em>Output raster </em>de um destino para o arquivo que será gerado e em <em>Expression </em>digite a fórmula <em>value &gt; 100</em>, valor este que quanto menor for, maior será a quantidade de feições de drenagem a serem geradas de forma automática.</p>
<p>A próxima etapa será a de gerar a rede de drenagens em formato vetorial (<em>shapefile</em>), para tal no <em>ArcToolBox</em> siga o caminho <em>Spatial Analyst Tools &gt; Hydrology &gt; Stream to Feature</em>, insira o arquivo <em>Con</em> gerado na etapa anterior em <em>Input stream raster</em>, o arquivo de direção de fluxo em <em>Input flow direction</em> e dê um destino ao novo arquivo <em>shape</em> que será gerado em formato vetorial com a rede de drenagem extraída.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig8.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-904" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig8.jpg" alt="" width="700" height="441" /></a>Figura 8 – Geração de drenagem em formato vetorial. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>Para a delimitação da bacia hidrográfica, inicialmente foi criado um <em>shape</em> de pontos para localizarmos na rede de drenagem o exutório da referida área de drenagem, sendo assim, foi criado o <em>shape</em> de ponto determinando o exutório da referida bacia.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig9.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-905" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig9.jpg" alt="" width="700" height="438" /></a>Figura 9 – Determinação do exutório. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>Após a determinação do exutório local, abra o <em>ArcToolBox</em> e siga o caminho <em>Spatial Analyst Tools &gt; Hydrology &gt; Watershed</em>, em <em>Input flow direction raster</em> insira o arquivo flow direction gerado anteriormente e em <em>Input raster or feature pour point</em> <em>data</em> insira o <em>shape</em> do exutório.  <strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig10.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-906" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig10.jpg" alt="" width="698" height="436" /></a>Figura 10 – Delimitação da bacia hidrográfica. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>O arquivo gerado com a delimitação da bacia hidrográfica está em formato imagem <em>raster</em>, sendo assim após a obtenção da delimitação, ainda em formato de imagem, deve-se transformar o arquivo para formato <em>shape</em>, como polígono, para que se possam extrair algumas informações úteis, como área da bacia, perímetro, dentre outros dados de grande relevância.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig111.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-907" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/07/fig111.jpg" alt="" width="700" height="436" /></a>Figura 11 – bacia hidrográfica delimitada. Fonte: Software ArcGis.</p>
<p>Com a delimitação da bacia hidrográfica e a extração da rede de drenagem da referida bacia uma série de informações podem ser geradas auxiliando os estudos base de planejamento e gestão das diversas atividades realizadas na área espacial da bacia e os usos múltiplos da água direcionados às diversas atividades.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A metodologia que foi aqui descrita e aplicada para a extração da rede de drenagem e a delimitação da bacia hidrográfica, utilizou-se de ferramentas do <em>software Arcgis</em> e dentre elas foram duas as principais ferramentas utilizadas, a direção de fluxo (<em>Flow direction</em>) e o fluxo acumulado (<em>Flow acumulation</em>).</p>
<p>A ferramenta <em>flow direction</em> realiza, como ilustrado na figura 1, uma relação entre a célula central e as células adjacentes determinando as áreas de maior declive através dos dados de altimetria, proporcionando o traçado da direção do fluxo do canal hídrico uma vez que a água segue o caminho de menor esforço, neste caso o de maior declividade.</p>
<p>Já a ferramenta <em>flow acumulation</em> determina por onde o fluxo hídrico irá se acumular, permitindo a extração da rede de drenagem e a delimitação automática da bacia hidrográfica. Este processo compara cada célula <em>raster</em> com seus vizinhos e determina através dos dados do <em>flow direction</em> quantas células fluem para a primeira, realizando este cálculo para todas as células e determinando os canais hídricos por onde a água escoa e concentra e delimitando a bacia hidrográfica a partir das células que não recebem fluxo de água, as quais na realidade seriam as cristas e os topos de morro, divisores de bacias hidrográficas.</p>
<p>A gestão dos recursos hídricos em cenário nacional é delineada pela Política Nacional de Recursos Hídricos, a qual foi instituída pela Lei nº 9433, de janeiro de 1997, popularmente conhecida como “Lei das Águas” e que traz como fundamentos da gestão dos recursos hídricos dois pontos importantes para a utilização da metodologia aqui empregada, sendo o primeiro “a adoção da bacia hidrográfica como unidade territorial de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos” e o segundo fundamento é que “a gestão dos recursos hídricos deve ser descentralizada”, ou seja, a adoção de bacias hidrográficas menos abrangentes, ou seja, com menor unidade territorial é defendida, de forma que a participação do poder público e dos diversos usuários nas decisões locais sejam mais fortes e constantes.</p>
<p>A utilização desta metodologia além de permitir a delimitação da bacia hidrográfica, ainda permite extrair a rede de drenagem desta unidade territorial, facilitando o planejamento e a gestão dos usos múltiplos da água, o que também é defendido como fundamento na Política Nacional de Recursos Hídricos. Além disso a elaboração da cartografia base para a bacia hidrográfica irá permitir a utilização destes dados para a obtenção de dados de diversas naturezas e a construção de um banco de dados de informações com várias finalidades quantitativas e qualitativas que permitirá maior agilidade na tomada de decisões e facilitará o processo de planejamento e gestão de recursos hídricos.</p>
<p>Alfredo A. Guimarães</p>
<p>alfredo.arantes@gmail.com</p>


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