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	<title>Blog Geo.NET &#187; Hidrologia</title>
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	<description>Geoprocessamento, SIG e Sensoriamento Remoto</description>
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		<title>Modelos Digitais de Elevação e Hidrologia 2</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 18:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>George Rodrigues da Cunha Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[George Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Espacial]]></category>
		<category><![CDATA[Geo Aplicado]]></category>
		<category><![CDATA[Geoprocessamento]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrologia]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Geo.NET]]></category>

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		<description><![CDATA[


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<li><a href='http://blog.geoprocessamento.net/2010/07/delimitacao-de-bacias-hidrograficas-e-a-extracao-de-redes-de-drenagem/' rel='bookmark' title='Permanent Link: GESTAO DOS RECURSOS HIDRICOS &#8211; Utilizando o ArcMap para a delimitacao de bacias hidrograficas e a extracao de redes de drenagem'>GESTAO DOS RECURSOS HIDRICOS &#8211; Utilizando o ArcMap para a delimitacao de bacias hidrograficas e a extracao de redes de drenagem</a></li>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Boa tarde pessoal!</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é mais uma tarde em aeroporto e mais um postzinho. Desta vez, estou em Guarulhos.</p>
<p style="text-align: justify;">
Lembrando o post Modelos Digitais de Elevação e Hidrologia, deixei uma pergunta aos usuários: como um software determina vetores de curso d´água, utilizando somente o <em>raster</em> de fluxo acumulado?</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_503" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/flowaccumulation1.gif"><img class="size-full wp-image-503" title="Flow Accumulation" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/flowaccumulation1.gif" alt="Flow Accumulation" width="306" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Flow Accumulation (fonte: http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=Flow_Accumulation)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Olhe bem para esta superfície: é possível distinguir célular onde a acumulação é maior  conseguimos estabelecer visualmente um caminho. Deêm uma olhada na célula amarela (na superfície do lado direito) com o número 20. Isto significa que 20 outras células deságuam nela.</p>
<p style="text-align: justify;">Com um valor limite, o software consegue estabelecer e desenhar, à partir dos centro das células linhas, que posteriormente são vetorizadas. Simples não?</p>
<p style="text-align: justify;">No caso acima, se definissemos o valor mínimo de 4, teríamos os seguintes vetores:</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_651" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/04/flowaccumulation2.gif"><img class="size-full wp-image-651" title="Fluxo Acumulado e Vetores" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/04/flowaccumulation2.gif" alt="Fluxo Acumulado e Vetores" width="306" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Vetor delimitado à partir de um valor limite e fluxo acumulado (fonte: modificado de ESRI)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Perceba que o limite estabelecido guia o software à encontrar as células com muito fluxo acumulado, sinalizando portanto, que ali deve ser um curso d´água. O ArcGIS não tem uma função pronta para isso, mas utilizando se a matemática de bandas é possível selecionar as células, com a expressão:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>saida = con (fluxo_acumulado &gt; 100, 1)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O que esta expressão faz? Ela diz ao <em>ArcGIS</em>: se a célula tem valor maior do que 100, altere seu valor para 1. Se o valor for menor do que 100, ele será setado para <em>NoData. </em>"Con" vem de condição ou condicional.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste momento, teremos um <em>raster</em> especial, onde todas as células são nulas, exceto as que representam um curso d´água. Uma simples conversão de <em>raster</em> para linha transformaria este resultado em vetores <img src='http://blog.geoprocessamento.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: justify;">Nota: o resultado da fórmula acima será um <em>raster</em> em memória chamado "saida". Seu <em>raster</em> de fluxo acumulado, deve ter o nome "fluxo_acumulado". A matemática de bandas funciona com o nome das camadas no <em>Table of Contents</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nota 2: a revista Geo.NET está para sair. Anunciamos ela para o início de abril, mas as coisas ficaram muito mais corridas que o normal e não conseguimos lançá-la no momento previsto. Estamos todos terminando nossos artigos e em breve publicaremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que tenham gostado.</p>
<p style="text-align: justify;">Um abraço,</p>
<p style="text-align: justify;">George Rodrigues da Cunha Silva</p>


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		<title>Modelos Digitais de Elevação e Hidrologia</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 01:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>George Rodrigues da Cunha Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[George Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Análise Espacial]]></category>
		<category><![CDATA[ArcHydro]]></category>
		<category><![CDATA[Geo Aplicado]]></category>
		<category><![CDATA[Hidrologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Boa noite senhores e senhoras. Vamos falar um pouquinho sobre os tipos de análises realizadas para extração de feições hidrológicas, de forma automática, como delimitação de bacias, ordenação de cursos d´água, construção de rede, entre outras. Existem alguns conceitos importantes que precisamos dominar antes de sair mexendo com este tipo de ferramental, como o ArcHydro [...]


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<li><a href='http://blog.geoprocessamento.net/2010/01/analise-espacial-tipos-de-analise/' rel='bookmark' title='Permanent Link: Análise Espacial: tipos de análise'>Análise Espacial: tipos de análise</a></li>
</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Boa noite senhores e senhoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos falar um pouquinho sobre os tipos de análises realizadas para extração de feições hidrológicas, de forma automática, como delimitação de bacias, ordenação de cursos d´água, construção de rede, entre outras.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem alguns conceitos importantes que precisamos dominar antes de sair mexendo com este tipo de ferramental, como o ArcHydro (para ArcGIS) ou o SPRING.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos delimitar os seguintes conceitos:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Grade regular</li>
<li>TIN</li>
<li>DEM/MDT</li>
<li>Extração automática de feições hidrológicas</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Por favor, dê uma olhada também no post <a title="Análise espacial: tipos de análise" href="http://blog.geoprocessamento.net/2010/01/analise-espacial-tipos-de-analise/" target="_blank">Análise Espacial: tipos de Análise</a> para saber sobre análises focais, locais, globais, etc. Estes conceitos também são importantes para ajudar à entender o que veremos à seguir.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Grade Regular</h3>
<p style="text-align: justify;">Uma grade regular representa computacionalmente uma superfície contínua, ao contrário de um vetor, capaz de representar somente feições discretas. Uma grade regular é essencialmente uma imagem. É uma matriz <em>x,y,z</em> na qual temos informações de coordenadas e uma terceira dimensão associada aquela célula.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada grade regular, ou <em>raster</em>, deve ter: tamanho de célula definido (largura x altura ou resolução espacial), tamanho (altura x largura total, ou a extensão geográfica da grade) e <strong>dois pares de coordenadas<em> </em></strong>(geralmente <em>XYmin </em>e <em>XYmax)</em>.</p>
<div id="attachment_473" class="wp-caption aligncenter" style="width: 538px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/centcom_web.gif"><img class="size-full wp-image-473 " title="Grade Regular" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/centcom_web.gif" alt="Grade Regular" width="528" height="499" /></a><p class="wp-caption-text">Grade Regular (fonte: http://earth-info.nga.mil/GandG/wgs84/gravitymod/egm2008/egm08_gis.html)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Sem estas informações não é possível referenciar esta grade em um software de geoprocessamento, apesar de ainda ser possível realizar operações matemáticas na mesma.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não</strong> necessariamente teremos em uma grade regular, <strong>um valor de altimetria associado ao eixo <em>z</em></strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É possível ter qualquer tipo de informação no eixo <em>z, </em>como temperatura, direção do vento, direção do caimento do terreno, informações de classe (pertencimento de uma célula à uma ou outra classe), entre outras (neste caso, onde altimetria não está presente no eixo <em>z</em>, chamamos aquela grade regular de <strong>DSM</strong>, ou Digital Surface Model).</p>
<div id="attachment_474" class="wp-caption aligncenter" style="width: 394px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/raster.jpeg"><img class="size-full wp-image-474" title="Grade Regular - pertencimento à classe" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/raster.jpeg" alt="Grade Regular - pertencimento à classe" width="384" height="384" /></a><p class="wp-caption-text">Grade Regular - pertencimento à classe (fonte: http://www.co.dakota.mn.us/Departments/GIS/Newsletter/Winter2006_GIS101_raster_faster.htm)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Lembrem-se: uma grade regular, sempre será uma superfície contínua.</p>
<h3 style="text-align: justify;">TIN - <em>Triangular Irregular Network </em>/ Rede Irregular Triangular</h3>
<p style="text-align: justify;">Um TIN, ao contrário de uma grade regular, é irregular. A principal diferença é que o TIN é feito de alguns nós (com informação no eixo <em>z</em>) e conectores, que não se intereseccionam nunca. As conexões são organizadas de forma à formarem superfícies triangulares únicas (de três em três pontos). Através desta rede triangular, surgirá uma superfície (composta de milhares de outras superfícies triangulares) contínua.</p>
<div id="attachment_468" class="wp-caption aligncenter" style="width: 527px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/goat_masspoints.jpg"><img class="size-full wp-image-468 " title="TIN (Triangular Irregular Network)" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/goat_masspoints.jpg" alt="TIN (Triangular Irregular Network)" width="517" height="348" /></a><p class="wp-caption-text">TIN (fonte: http://www.gsd.harvard.edu/gis/manual/contours/index.htm)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Assim como as grades regulares, não precisamos necessariamente representar <strong>elevação</strong> no eixo <em>z</em>. Podemos utilizar qualquer informação que varie com o espaço, como temperatura, pressão atmosférica, etc. Nem todas as superfícies modeladas com TINs ficará precisa, portanto é preciso parcimônia e estudo para se decidir entre o TIN e a grade regular no momento de modelar uma superfície.</p>
<p style="text-align: justify;">Os TINs são basicamente construídos por um processo chamando <a rel="nofollow" target="_blank" title="Delaunay triangulation" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Delaunay_triangulation" target="_blank"><em>Delaunay triangulation</em></a>, um processo iterativo que constrói círculos tocantes aos vértices ou nós, sem deixar nenhum ponto dentro de um destes círculos. Se a triangulação não se compromete com este resultado, não pode ser chamada de triangulação de Delaunay.</p>
<h3 style="text-align: justify;">DEM/MDT</h3>
<p style="text-align: justify;">DEM ou MDT é um modelo digital de terreno ou de elevação é uma representação computacional da topografia do terreno.</p>
<p style="text-align: justify;">Técnicas representacionais: grades regulares ou TINs (<em>Triangular Irregular Network</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">Como é construído: utilizando-se dados brutos de elevação, como pontos contados, curvas de nível ou qualquer outra informação de altimetria, através de uma interpolação (ou triangulação) e criação de uma superficíe contínua.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que utilizar: através de um MDT podemos realizar diversas análises que necessitem de informações altimétricas para funcionarem, como: visibilidade, delimitação de bacias, corte/aterro, entre outras.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Extração automática de feições hidrológicas</h3>
<p style="text-align: justify;">Para extrair feições hidrológicas automaticamente, precisamos de um modelo digital de elevação. Por que? Porque a água flui sempre pelo caminho de menor esforço, ou seja, sempre de cima para baixo e sempre pelo caminho de <strong>maior declive</strong>. É importante entendermos isto e nos lembrarmos sempre quando estivermos trabalhando com hidrologia. Parece básico, mas já vi muita gente se esquecendo. É por esta premissa que todas as ferramentas de geoprocessamento para esta área funcionam. Não devemos esquecê-la né?</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os processamentos aqui apresentados são válidos apenas para <em>rasters</em> ou grades regulares. TINs precisam ser convertidos para <em>rasters</em>, senão não é possível realizar estes procedimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Um software não consegue entender a realidade como os seres humanos, portanto algumas ferramentas foram criadas para traduzir nosso entendimento matemático e físico de que a água sempre corre pelo caminho de menor fluxo. Estas ferramentas, aplicadas <strong>nesta ordem em particular</strong> irão nos ajudar.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><em>Flow Direction</em></li>
<li><em>Flow Accumulation</em></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Com estas duas simples ferramentas conseguimos identificar onde o fluxo se acumula. Vamos falar sobre cada uma delas:</p>
<h3 style="text-align: justify;">Flow Direction</h3>
<p style="text-align: justify;">Esta é uma ferramenta de <em>focal analysis</em> que percorre janelas no <em>raster</em> de acordo com um <em>kernel</em> (veja o post mencionado lá em cima, que ele explica quase tudo <img src='http://blog.geoprocessamento.net/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> ). Cada célula é comparada com seus vizinhos e determina-se a <strong>direção</strong> do fluxo.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe um modelo para identificarmos as direções neste caso (para o <em>ArcGIS </em>e <em>ArcHydro</em>), chamado <em>D8 Model </em>(ou <em>Eight Direction Model).</em></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_500" class="wp-caption aligncenter" style="width: 174px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/grid_flow_direction_1.gif"><img class="size-full wp-image-500 " title="Matriz de Direção de Fluxo" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/grid_flow_direction_1.gif" alt="Matriz de Direção de Fluxo" width="164" height="138" /></a><p class="wp-caption-text">Matriz de Direção de Fluxo (fonte: http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=Flow_Direction)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Lembrem-se que estamos analisando a célula em branco. Uma fórmula matemática é aplicada à cada par de células (a célula central + célula adjacente) para se determinar o fluxo.</p>
<p style="text-align: center;">(hMax - hMin / distância) * 100</p>
<p style="text-align: justify;">O maior valor resultante determina para qual célula o fluxo continua. Por que esta fórmula? A água sempre escorre pelo caminho de menor esforço e o caminho de menor esforço é do maior declive (ou não existiriam cachoeiras!).</p>
<p style="text-align: justify;">Por isto a diferença de altura entre as células é levada em conta. Mas e a distância, o que tem à ver? Como podemos calcular declive (um ângulo) sem usar a distância? É uma relação trigonométrica, <em>rise over run</em>, "subida sobre corrida".</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os cálculos de declividade entre células é realizado com distâncias ideais, para não sobrecarregar e aumentar o tempo de processamento. A distância considerada é tomada entre os centros de cada célula e supondo que o tamanho de cada célula seja 1x1 unidade, a distância horizontal ou vertical entre cada célula é 1 e a distância entre células em diagonal: ?2 (raiz de 2) - ou 1.414. Não nos importa aqui o tamanho real da célula, pois ele é constante, correto? Estamos falando de grades <strong>regulares</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Como cada célula é processada de acordo com seus vizinhos (existem algumas exceções para células de borda, geralmente fluindo obrigatoriamente para <strong>dentro</strong> da grade regular) e teremos no final, o seguinte resultado:</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="attachment_501" class="wp-caption aligncenter" style="width: 318px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/flowdirection.gif"><img class="size-full wp-image-501" title="Direção de Fluxo" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/flowdirection.gif" alt="Direção de Fluxo" width="308" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Direção de Fluxo (fonte: http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=How%20Flow%20Direction%20works)</p></div>
<p>Temos aí nosso <em>raster</em> de direção de fluxo. Acima, temos também a expressão que calcula a direção do fluxo na ferramenta <em>Raster Math</em> do <em>ArcGIS</em>.</p>
<h3 style="text-align: justify;">Flow Accumulation</h3>
<p style="text-align: justify;">Esta ferramenta irá determina por onde o fluxo se acumula. Ela é muito importante e é o pivô da delimitação automática de bacias e cursos d´água. Alguém tem um palpite como ela funciona?</p>
<p style="text-align: justify;">Cada célula de nosso <em>raster </em>é visitada, comparada com seus vizinhos e então contamos quantos vizinhos fluem para a mesma. Este valor é assinalado para a célula. O interessante deste processo é sua progressão: conforme a análise é realizada já temos um panorama do resultado final. O algoritmo é confiável, pois não considera a célula atual no cálculo, portanto não importa de onde comecemos o processamento, o resultado é o mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Células que não recebem fluxo são assinaladas o valor <strong>zero</strong>. Por que? Pois identificam cristas e topos de morro. A água nunca irá subi-los!</p>
<div id="attachment_503" class="wp-caption aligncenter" style="width: 316px"><a href="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/flowaccumulation1.gif"><img class="size-full wp-image-503" title="Flow Accumulation" src="http://blog.geoprocessamento.net/wp-content/uploads/2010/03/flowaccumulation1.gif" alt="Flow Accumulation" width="306" height="232" /></a><p class="wp-caption-text">Flow Accumulation (fonte: http://webhelp.esri.com/arcgisdesktop/9.2/index.cfm?TopicName=Flow_Accumulation)</p></div>
<p style="text-align: justify;">Com esta superfície de <strong>fluxo acumulado</strong> podemos visualizar como a água escorre pelo terreno. Simples não?</p>
<p style="text-align: justify;">Para estudos: O <em>Help</em> do <em>ArcGIS</em> (tanto do 9.2 quanto do 9.3 - são muito bons) em: <em>Extensions &gt; Spatial Analysis &gt; Hydrologic Analysis </em>e o poderoso site do <a rel="nofollow" target="_blank" title="ArcHydro" href="http://www.crwr.utexas.edu/giswr/hydro/ArcHOSS/index.cfm" target="_blank"><em>ArcHydro</em></a> e <a rel="nofollow" target="_blank" title="CRWR" href="http://www.crwr.utexas.edu/" target="_blank"><em>CRWR</em></a> (<em>Center for Research in Water Resources</em>).</p>
<p style="text-align: justify;">O senhor responsável pelo desenvolvimento do <em>ArcHydro</em> trabalha neste centro de pesquisa e recebe orientandos do mundo todo. Vale a pena dar uma conferida.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora fica uma pergunta para vocês: como é possível delimitar automáticamente os cursos d´água utilizando-se somente a superfície de <strong>fluxo acumulado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não existe nada de muito complicado nisso, é apenas o uso inteligente de conceitos e idéias existentes à muitos milhares de anos <img src='http://blog.geoprocessamento.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> .</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que tenham gostado.</p>
<p style="text-align: justify;">George R. C. Silva</p>


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