Blog Oficial do Projeto gvSIG

Olá Pessoal!
Hoje quero passar uma dica para quem trabalha com gvSIG: O Blog oficial do projeto.
A equipe responsável pelo projeto gvSIG lançou recentemente um espaço para divulgar as novidades e discussões sobre todos os aspectos do projeto.
O blog, que é escrito em espanhol, pode ser acessado pelo endereço neste link.
Com certeza esse blog será mais uma ferramenta de apoio à comunidade que trabalha com softwares livres para área de Geoprocessamento.
Além disso, aqui no Blog Geo.NET e no Portal ClickGeo você também encontra várias dicas e comentários sobre o gvSIG. Deixe sua opinião sobre o gvSIG nos comentários.
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Anderson Maciel Lima de Medeiros
Consultor em Geotecnologias Livres
gvSIG 1.9 Portable
Hoje passei apenas para dar uma notícia rápida e feliz:
Saiu a versão portável do gvSIG 1.9! E tem mais: já vem com a extensão Sextante inclusa.
Isso significa que você pode rodar o gvSIG direto de um pen drive sem a necessidade de instalação (Windows Vista e 7).
Para baixar o arquivo de 121 MB, clique aqui.
Um Abraço!
Anderson Maciel Lima de Medeiros
Consultor em Geotecnologias Livres
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Fonte:
Monografia: WebMapping – gvSIG – Alov Map
Olá Pessoal!
Seguindo o bom exemplo de nosso colega George, estou disponibilizando a versão em PDF de minha monografia, apresentada ao Curso Superior de Tecnologia em Geoprocessamento do IFPB.
Para baixar o arquivo, clique no tema do trabalho, que é:
Desenvolvimento de uma Aplicação Webmapping Direcionada a Pesquisas Educacionais
Entre as ferramentas livres utilizadas para o desenvolvimento deste projeto estão o gvSIG, Alov Map e SciTE.
Já publiquei aqui neste blog uma postagem resumindo alguns aspectos desse trabalho. Você pode acessá-la clicando aqui.
Assim como fez o George, peço que se encontrarem algum erro, ou tiverem alguma dúvida entrem em contato (anderson@geoprocessamento.net).
Um Abraço e até a próxima postagem.
Anderson Medeiros
WebMapping Direcionado a Pesquisas Educacionais
Há alguns meses tive a oportunidade de participar como colaborador externo de um projeto de pesquisa do Centro de Educação (CE) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), denominado Projeto Educação Legal (PEL), onde minha responsabilidade consistia no desenvolvimento de uma aplicação Webmapping.
Assim, eu gostaria de compartilhar com vocês um pouco dessa experiência de trabalho junto ao PEL. Vou começar explicando melhor o que este projeto do CE.
O PROJETO EDUCAÇÃO LEGAL
A partir de meados do ano de 2006, o CE da UFPB tem desenvolvido um projeto denominado “Educação Legal”, que tem entre seus objetivos realizar pesquisas sobre políticas públicas, gestão educacional e participação cidadã em todo o Estado da Paraíba, para conhecer e identificar, no cotidiano do espaço escolar, os usos e as apropriações das orientações contidas nos textos legais e nas diretrizes curriculares.
Inicialmente a divulgação do projeto se deu através de um site pessoal (Blog). Embora este meio de comunicação venha se mostrando uma fonte fundamental de divulgação das atividades do PEL notou-se que o desenvolvimento de um website com mais recursos, incluindo um mapa interativo deve tornar a utilização do mesmo mais atrativa, possibilitando inclusive a visualização de mapas com temas específicos que possam servir de guia para os visitantes interessados nestas informações espacializadas. É válido destacar que esta nova proposta seria uma alternativa de acesso aos dados, acrescentando novas possibilidades de pesquisa aos dos usuários.
Os coordenadores deste projeto, pessoas de visão moderna, perceberam que se os dados pesquisados fossem disponibilizados na internet, poder-se-ia conseguir um maior envolvimento da sociedade através do acesso às informações e documentos levantados. Neste sentido, decidiu-se disponibilizar no site da UFPB, especificamente na página do PEL um mapa interativo com dados pertinentes a indicadores sociais e educacionais do estado da Paraíba, adquiridos através das pesquisas realizadas pelo projeto, bem como de diversos órgãos oficiais.
Mas enfim, como foi desenvolvido a aplicação webmapping direcionada a pesquisas educacionais?
COLETA DOS DADOS
Foi utilizada como base para geração da aplicação a base cartográfica, em formato shapefile, com a divisão municipal da Paraíba, bem como da localização das sedes municipais e das feições do oceano atlântico e dos estados limítrofes.
Estes arquivos foram obtidos através de download do site da AESA. O shapefile já trazia em sua tabela de atributos informações referentes a cada município, as quais foram utilizadas para geração de alguns dos mapas temáticos, como por exemplo a população rural, urbana e total, classificação quanto a microrregião e mesorregião geográfica, dentre outras.
Já os dados alfanuméricos foram adquiridos de informações publicadas na forma de tabelas, quadros e gráficos em sites de instituições governamentais, bem como de informações resultantes das pesquisas realizadas pelo PEL. Por exemplo, do site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) foram coletadas informações sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da Paraíba para o ano de 2007.
INTEGRAÇÃO DOS DADOS
O programa gvSIG, em sua versão 1.1.1 foi utilizado para edição do shapefile adquirido na página da AESA inserindo-se novos campos que seriam povoados com as informações coletadas dos sites mencionados anteriormente. Nesta etapa o objetivo principal é combinar os dados tabulares adquiridos aos dados gráficos da base cartográfica.
Em alguns campos a inserção das informações na tabela de atributos foi feita manualmente, digitando-se os registros para cada um dos 223 municípios paraibanos. Este procedimento tornou-se necessário, pois os dados disponibilizados não estavam em forma de uma única tabela, mas sendo geradas individualmente de acordo com uma consulta realizada no site, como os referentes ao IDEB, por exemplo.
Depois de finalizada esta etapa de edição e integração dos dados geográficos e alfanuméricos seguiu-se com a implementação do aplicativo webmapping.
DESENVOLVIMENTO DA APLICAÇÃO WEB
O principal software utilizado para o desenvolvimento do mapa interativo do PEL foi o Alov Map em sua versão v.099y9, no seu formato applet, que é um programa para a disponibilização de dados geográficos na internet, construído sob linguagem Java.
Entre os fatores que levaram a escolha do Alov Map para o desenvolvimento da aplicação, podem-se destacar:
- Isenção de custos relacionados à sua aquisição, pois se trata de um software livre com distribuição gratuita;
- Suporte à publicação de dados no modelo vetorial shapefile no qual estava a base cartográfica utilizada;
- Permite acesso à múltiplos planos de informação que podem ser sobrepostos;
- Fácil interação com o mapa através dos navegadores para internet;
- Apresentação de mapas temáticos com legendas;
- Possibilita visualização de tabelas com atributos da área geográfica representada, além de fácil manipulação da aplicação pelo usuário final.
A escolha do Alov Map levou em consideração também o pequeno volume dos dados geográficos a serem disponibilizados (Cerca de 770 kB). Deve-se estar ciente de que se a base de dados utilizada neste trabalho fosse relevantemente maior, talvez contendo diversas camadas de informação no formato matricial o Alov não funcionaria de forma adequada.
A figura abaixo procura sintetizar o funcionamento do Alov Map em seu formato applet:
Conforme o mostrado acima, o funcionamento de um webmapping com Alov Map depende além dos dados geográficos, de duas linguagens: o XHTML e o XML, sendo que o arquivo desenvolvido com esta primeira linguagem servirá para visualizar o applet no navegador, já a linguagem XML
O Geoprocessamento e Suas Tecnologias – Parte 1
Olá a Todos!
Sejam Bem Vindos ao Blog do Geo.NET.
Nesta minha primeira postagem no Blog do Geo.NET, vou apresentar de forma breve alguns conceitos básicos utilizados na área do Geoprocessamento. Você notará que, não raro, as pessoas costumam fazer confusão com muitos desses conceitos.
Geoprocessamento
É bom começar compreendendo o que é o próprio Geoprocessamento. Há quanto tempo você começou a enveredar nos estudos das geotecnologias?
Pessoalmente, lembro-me que quando iniciei no Curso Superior de Geoprocessamento, boa parte da minha turma de quarenta alunos não tinha nem idéia do que era o Geoprocessamento, alguns até achavam que teriam um curso direcionado para Geografia Física e outros achavam que não iriam nem precisar tocar no computador durante o curso!
Mas enfim, o que é o Geoprocessamento? Será que é a mesma coisa que o tão falado SIG? Não, não é!
O Geoprocessamento é um ramo da área do conhecimento denominada oficialmente de geomática. Ele emgloba o total conjunto de técnicas ligadas à informação espacial, quer seja no tocante a coleta, tratamento e análise desses dados. Algumas dessas técnicas são:
- Topografia;
- Fotogrametria;
- Cartografia;
- Sensoriamento Remoto;
- Posicionamento por Satélite;
- Geoestatística;
- Banco de Dados Geográficos;
- WebMapping;
- SIG
Ou seja o SIG, bem como as demais tecnologias mencionadas acima, são parte do conjunto maior de técnicas - O Geoprocessamento.
Acho muito interessante o comentário feito por Câmara e Davis de que “Se onde é importante para seu negócio, então Geoprocessamento é sua ferramenta de trabalho”. Essa frase resume bem a aplicabilidade do Geoprocessamento.
Agora, o que é o SIG?
SIG
Consideremos agora os usos do termo SIG (Sistema de Informação Geográfica) ou GIS (Geographic Information System).
Já percebeu que se usualmente se usa a mesma sigla para definir o SIG como os softwares utilizados como ferramentas para sua implementação? Por exemplo, já ouviu ou leu algo como: "Para desenvolver o SIG da prefeitura utilizamos o SIG Kosmo"? Notou o uso do mesmo vocábulo para descrever duas coisas diferentes?
Como dizia uma ex-professora minha da faculdade, a situação descrita acima é semelhante o uso da sigla DVD tanto para o aparelho como para o disco DVD (Digital Versatile Disc).
Talvez você ache até estranha essa idéia e pense: "Mas o Kosmo, gvSIG, ArcGis e tantos outros não sou "SIGs"? É verdade que alguns são até chamados como "Kosmo Gis" ou "GRASS Gis". Mas como a figura abaxo mostra, esses programas são apenas um elementos dos que constituem um SIG.
Conforme mostra a figura acima, um SIG (Sistema de Informação Geográfica), é composto não apenas de softwares, mas também por metodologias aplicadas, dados a serem coletados e tratados, hardwares específicos, como por exemplo scanners e coletores de dados GPS e recursos humanos.
Ou seja, o gvSIG, Kosmo, ArcGis, MapInfo, GRASS, Udig e tantos outros programas computacionais, proprietários ou livres são Softwares de SIG ou Softwares para SIG.
Quando se desenvolve um SIG, também chamada de aplicação SIG, dados de diversas fontes, de caráter espacial e tabular são integrados num único sistema onde estes dados podem ser cruzados gerando novas informações úteis. A figura abaixo mostra alguns dados visualizados no software gvSIG.
Na segunda parte deste post irei falar sobre outras tecnologias do Geoprocessamento, como o Banco de Dados Geográfico e o Webmapping e numa postagem futura considerei sobre exemplos práticos de como se implanta uma aplicação SIG e dos produtos e análises geradas através deste.
Por enquanto ficamos por aqui.
Anderson Medeiros
Tecnólogo em Geoprocessamento



