Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 4: conclusoes
O paper deste mês vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al. Vamos agora “aos finalmentes” deste estudo de caso que integra SIG e análise multicritério com o uso de AHP (“Analytical Hiearchy Process”) enquanto ferramenta sistemática de auxílio à tomada de decisão ao longo do procedimento de análise.
Nos 3 diferentes cenários definidos pelos autores, um ou outro critério foi ressaltado em detrimento dos outros. O cenário 1 enfatizou a questão da disponibilidade do terreno, enquanto o cenário 2 e 3 enfatizaram o valor do terreno e a densidade populacional, respectivamente. Procurou-se, assim, apresentar as diferentes “facetas” dessa análise, de acordo com os critérios adotados, e considerados mais importantes.
Este tipo de análise multicritério é reconhecido como uma poderosa ferramenta para planejamento, e a integração com SIG permite a aplicação de tal análise em problemas que tenham uma forte componente espacial, como é o caso de planejamento urbano-espacial, no caso, definição de localização ótima de Parques Públicos.
Assim fecharmos a série deste mês, com este estudo de caso realizado no Paquistão. Até a próxima!
Link para a publicação online:
http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636
Por: Rodrigo Sperb
Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 3: resultados
O paper deste mês vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al. Vamos agora abordar os resultados deste estudo de caso que integra SIG e análise multicritério com o uso de AHP (“Analytical Hiearchy Process”) enquanto ferramenta sistemática de auxílio à tomada de decisão ao longo do procedimento de análise.
A derivação dos pesos compostos para os 3 cenários definidos para a análise podem ser visualizados abaixo.
Os resultados de adequação do terreno após a aplicação dos pesos nos 3 cenários pode ser visto na tabela abaixo.
Os 3 cenários foram combinados para a determinação do potencial do terreno para implantação de Parques Públicos. A Fig. 1 mostra o mapa final de adequação do terreno para implantação de Parques Públicos na cidade de Lakarna, Paquistão.
No próximo post, o último da série deste mês, apresentaremos as conclusões deste estudo de caso realizado no Paquistão. Até lá!
Link para a publicação online:
http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636
Por: Rodrigo Sperb
Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 2: metodologia
O paper deste mês vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al. Vamos agora abordar os métodos utilizados pelo autor neste estudo de caso que integra SIG e análise multicritério com o uso de AHP (“Analytical Hiearchy Process”) enquanto ferramenta sistemática de auxílio à tomada de decisão ao longo do procedimento de análise.
Os fatores/dados disponíveis para a avaliação da adequação do terreno para implantação de Parques Públicos abrangeu:
O desenvolvimento da matriz pareada do método AHP envolveu o julgamento crítico dos critérios e parâmetros da tabela acima, com 3 cenários alternativos. O cálculo dos pesos dos fatores foi realizado com o software “Expert Choice” 11.5, para garantir a razão de consistência (CR) necessária para o método AHP, ou seja, garantir que atribuição dos pesos seja consistente ao longo da matriz pareada.
Para finalizar, uma função linear ponderada foi utilizada para definir o valor final da análise de adequação considerando os múltiplos critérios envolvidos, conforme fórmula abaixo.
A aplicação do método foi realizada em ambiente SIG (ArcGIS 9.2) com os dados em formato raster. Formato este que facilita a aplicação de diversas cálculos até chegar ao resultado final da análise, através da “Calculadora Raster”.
No próximo post, veremos os resultados obtidos pelo estudo de caso. Até lá!
Link para a publicação online:
http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636
Por: Rodrigo Sperb
Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 1: apresentando o problema
Novo mês, novo paper. O deste traz um assunto relacionado a planejamento espacial urbano, tão necessário e por vezes relegado à marginalidade em nosso país. O estudo de caso vem do Paquistão, da cidade de Lakarna, e foi publicado na revista “Modern Applied Science” (v. 5, n. 4, Agosto de 2011), de autoria de Chandio et al.
A importância de Parques Públicos em ambiente urbano é conhecida. Além de prover recreação, eles cumprem relevante papel na melhoria das condições microclimáticas e podem perfazer um ambiente mais saudável dentro de um contexto de poluição. Neste interím, os autores propõe uma forma sistemática de avaliar a localização de Parques Públicos, tendo em conta a adequação do terreno, através de análise multicritério, como forma de determinar a localização ótima para os mesmos.
Como ferramenta para tratamento dos dados, que devido a natureza espacial da problemática em mãos, são de característica espaciais, óbvio que SIG é a escolha mais acertada. Associada a isso, os autores propõe o uso do AHP – “Anlytical Hierarchy Process” – enquanto ferramenta de avaliação multicritério. Este método é reconhecido como uma forma de auxiliar tomada de decisões em problemas complexos. E o faz ao permitir uma forma sistemática de fazer escolhas justificadas. O grande “pulo do gato” dessa metodologia reside na avaliação comparativa da relevância entre os critérios e seus atributos.
Um pequeno exemplo deve ilustrar melhor o conceito. Imaginem que existem três critérios (C1, C2 e C3) para se avaliar determinado problema. Para que se extraía a relevância comparativa entre esses dois critérios, prepara-se uma matrix pareada entre os critérios a serem utilizados, e avalia-se quanto um critério é mais relvante que o outro. Para tanto, costuma-se utilizar valores entre 1 e 9, sendo que quando mais próximo de 9, mais um critério é mais relevante que o outro:
Da matrix acima, extraí-se que se considera o cirtério C1 muito mais relevante (9) que o critério C2, mas só um pouco mais relevante (3) que o C3. Já entre o C3 e o C2, considerou-se que o primeiro mais relevante (6) que o último. Esta hierarquização dos critérios é o arcabouço para que se defina os valores de “preferência” entre as aternativas existentes, dados os critérios utilizados.
No próximo post, vamos entender melhor como os autores aplicaram essa metodologia no contexto de definição de localização ótima para Parques Públicos na cidade Paquistanesa. Até lá!
Link para a publicação online:
http://www.ccsenet.org/journal/index.php/mas/article/view/11636
Por: Rodrigo Sperb
GeoKettle 2.0 lançado
Tenho falado muito sobre o lançamento de novos softwares. O GeoKettle é mais um lançamento deste mês. A Spatialytics está lançando a versão candidata 2.0.
A cada dia fico mais impressionado com o número de softwares e frameworks disponíveis para trabalhar com GIS.
O GeoKettle é um ETL espacial muito poderoso, à lá FME que permite a leitura e escrita de diversos bancos de dados e formatos de geoespaciais, como shapefile, tabelas do Access, KML, etc.
Ele funciona como um ModelBuilder, sendo possível utilizar processos do Sextante (a extensão de análise espacial do gvSIG) e muitos outros embutidos no mesmo para transformar os dados e eventualmente, chegar à um resultado investigado pelo usuário.
Só de olhar podemos perceber o tanto que o software é poderoso. Arrisco dizer que é mais poderoso que o próprio model Builder.
Entre as coisas que são de babar no GeoKettle:
- API de programação em Java;
- Usa JTS, deegree, GeoTools, OGR/GDAL e SEXTANTE;
- Execução remota (sim, podemos executar o modelo em um servidor remoto! Um servidor parrudo!);
- Scripting: JavaScript, SQL e RegEx;
- Licença LGLP!!!
Este está instalado e rodando na minha máquina. Vai ser útil!
Diquinhas de ArcGIS #2
Novas diquinhas frescas para você!
Boa tarde pessoal, uma coisa legal que o ArcMap tem de MONTE são atalhos. Atalhos, são...atalhos. Faça o que você precisa fazer, mas mais rápido. Isso não é bom? Ah, estas dicas são para versão 9.3.1;
Portanto, hoje vou falar de alguns, pois existem muitos:
Atalhos comuns à todas as ferramentas de edição
- Z (Zoom Mais);
- X (Zoom Menos);
- C (Navegação);
- B (Navegação contínua);
- V (Mostrar vértices);
- Esc (Cancela operação);
- Ctrl+Z (desfazer);
- Ctrl+Y (refazer);
- Segurar Barra de Espaço (suspende snapping);
Os mais demais são os em negrito. Mãozassa na roda.
Post de hoje foi patrocinado por The Prodigy e Sublime.
Abraços
George R. C. Silva
Nova revista sobre SDI lançada
Existem alguns assuntos que dão o que falar, em qualquer profissão do mundo. Para quem trabalha com GIS (geoprocessadores?, geodesenvolvedores?,etc.) uma destas palavras/siglas é SDI.
SDI significa Spatial Data Infrastructure e denota uma infraestrutura capaz de armazenar e minerar dados geográficos, de forma intuitiva e inteligente. Em uma generalização boba, uma biblioteca espacial.
Bem, os grigos acabaram de lançar uma revista sobre o tema. A revista se chama SDI Magazine e está disponível para consulta na web.
Para os estudiosos e fãs do assunto, é uma ótima notícia. Para os que não são tão estudiosos assim, uma oportunidade para correr atrás do prejuízo.
Abraços
George R. C. Silva
Novas versões disponibilizadas
Bem, esta semana e semana passada foram marcadas pelo lançamento de três novas versões de bibliotecas open-source na web. Estas versões conseguiram ver a luz do dia, após um processo, sempre complicado de bug-tracking, correções, mais bug-tracking e correções até o lançamento.
Confira:
Se você é um geonerd, confira. Todas tem código fonte disponível e são extremamente robustas.
Abraços
George R. C. Silva
Mercado de Trabalho e curiosidades
Olá pessoal,
Buenas noches. Estamos aí novamente!
Hoje gostaria de falar um cadinho sobre o mercado de trabalho. Não estou precisando de emprego, ainda bem, mas por curiosidade fiz uma pesquisa em um grande site de currículos e encontrei algumas vagas. O termo buscado foi geoprocessamento. Dessa curiosidade, encontrei outras curiosidades!
Vamos lá, primeiro a metodologia: o único termo de busca que usei foi “geoprocessamento” na página inicial, só olhei a primeira página e não adicionei nenhum outro filtro.
O resultado foi de 27 vagas em 19 anúncios. Tem gente precisando de mais de uma pessoa por aí.
Por cidade:
-
5 vagas para São Paulo;
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3 vagas para BH e 3 para PoA;
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3 para Angola;
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1 vaga para Araraquara
O mercado está então concentrado em São Paulo? Sim e não. As vagas para São Paulo, 4 são para desenvolvimento e uma para Analista de Inteligência de Mercado (seja lá o que for isto).
Estas quatro vagas de desenvolvimento são realmente de desenvolvimento. Uma com plataformas mais esotéricas e as outras três para:
- Atuar com análise de sistemas, documentação em UML, programação Visual Basic 6 (VB6), PL/SQL, HTML, .NET, C# e banco de dados Oracle.
- Experiência nas atividades citadas.
- Ensino Superior em Informática, Engenharia ou Matemática.
- Desejável conhecimentos em Map Object, ArcObjects, geoprocessamento, software Arc View, Arc Gis e Arc Gis Server e aplicações em ArcGIS Server utilizando Microsoft .Net. C#.
Já as vagas de BH e de PoA são para produção.
BH:
- Atuar na conversão de dados para o ambiente geomedia, padronização e organização do banco de dados, análise espacial por agregação das ocorrências em linhas de transmissão, geração de layout e mapas temáticos.
- Experiência com ArcGis, Microstation, Cartografia/Geodésia e GeoMedia.
- Ensino Superior em Geografia e Pós-graduação em Geoprocessamento, Admistração e TI.
- Inglês técnico.
Porto Alegre:
- Responsável pelo processamento de imagens de satélite (sensoriamento remoto), processamento de dados cartográficos, integração de dados para geração de mapas e cartas temáticas, estruturação de relatórios técnicos, análise multicriterial e banco de dados geográfico.
- Experiência nas atividades relacionadas.
- Ensino Superior em Geologia, Engenharia, Análise de Sistemas ou áreas afins.
- Cursos de aplicação avançada de softwares de geoprocessamento e sensoriamento remoto.
Já as outras vagas sempre misturam “bons conhecimentos de geoprocessamento” com AutoCAD ou Microstation e CorelDraw. Humn, não sei se são muito para profissionais de Geoprocessamento.
A melhor vaga é a seguinte, para Porto Alegre. Peço de antemão desculpas pelo carnaval que se segue:
- Ensino Superior cursando em Engenharia Cartográfica de Agrimensura, Agronomia, Geografia ou Tecnologia da Informação.
- Realizar conversão de dados, gerados por levantamentos topográficos e GPS, edição e geração de base de dados cartográficos em softwares CAD, edição e estruturação de base de dados para SIG, além de eventuais processamentos digitais de imagens.
- Desejável experiência em sistemas de cartão de crédito, convênio ou gestão de frotas, frente de caixa, vivência em sistemas de meios de captura para cartão de crédito (POS, TEF, Webservice, etc), experiência em gestão de projetos e desenvolvimento de software no formato FS, conhecimento nos padrões de intercâmbio de dados geográficos (KML, GML, WMS, WFS, WPS).
- Conhecimentos em banco de dados Sybase, Oracle ou SQL Server, banco de dados geográficos, PostgreSQL, PostGIS (Oracle Spatial e MyGIS), especificação de software e elaboração de casos de teste, modelagem UML, modelagem relacional, modelagem de dados geográficos, Enterprise Architect, projetos de sistemas Web utilizando uma das tecnologias (Java, Coldfusion, PHP ou ASP), especificação e desenvolvimento em WebGIS, preferencialmente com google Maps API e/ou Bing e OpenLayers; GeoServer, Mapserver ou similares.conhecimento da ferramenta RPM (Rational Portfólio Manager) de gestão de projetos. conhecimento de ISO 8583.
- Deve se parecer com o cara da foto abaixo. (este é por conta do blog)
Não alterei nenhuma palavra da descrição da vaga, apenas coloquei o item “Ensino superior cursando” no topo e adicionei o último item. Salário? À combinar.
Gente, profissional de geoprocessamento (geoprocessadores?) não é faz tudo. É uma área especializada que vem crescendo no Brasil, mas funciona assim:
-
Um gerencia;
-
Um específica;
-
Dois desenvolvem;
-
Dois produzem dados;
Todas as vagas são coerentes, com exceção desta apresentada acima. Mas podemos tirar as seguintes conclusões:
-
O mercado para Geoprocessamento está aquecido. Seja para produção de dados ou para desenvolvimento de software;
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Geoprocessamento ainda é meio que um mito no meio empresarial/corporativo. Aposto que tem gente aí que nem tem idéia do que seja.
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São Paulo e Minas estão bombando (essas são as vagas anunciadas em um único site).
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Se você está buscando um emprego, vá em frente, mas abra o olho! Pode ser fria!
E aí, o que vocês tem achado do mercado de trabalho no Brasil? Pessoal da Terrinha, como andam as coisas por aí? Dê sua opinião!
Um abraço pessoal,
George R. C. Silva
Aniversário da OsGEO
É pessoal, é no dia 04/02.
Em fevereiro de 2006 foi criada ou instituída a OsGeo, organização que todos conhecemos tão bem. São 5 anos de atuação em todo mundo, parcerias fortes, ajuda à diversos projetos e o melhor divulgação de um novo espírito sobre as Geotecnologias.
Parabéns OsGeo.
Tem também alguns concursos:
- Bolo de aniversário
- Vídeos ou animações
- Criação de avatares verdinhos
- Imagem Metapixel (é só um jeito difícil de se dizer mosaico)
- Novo logo para OsGeo
Não sei se terão prêmios, mas deve ser bem divertido.
Bem, saiba mais aqui.
Por hoje é só galera,
Abraços
George






