Nova Geracao de Sensor Web Enablement – parte 2: precedentes em Sensor Web
Continuando o artigo desse mês, publicado na revista "Sensors' (v. 11, 2011), de autoria de Bröring et al., vamos agora entender melhor os precedentes em Sensor Web, ou seja, o estao-da-arte dessa tecnologia antes de abordar a nova geração de Sensor Web Enablement sendo desenvolvida no contexto do OGC (Open Geospatial Consortium).
Antes de mais nada, é importante ressaltarmos, em linhas gerais, o que é Sensor Web. Nada mais, nada menos, do que a concepção de mecanismos para conectar sensores (e suas medições) com aplicações Web. Ou melhor, fazer com que resultados das medições desses sensores estejam disponíveis para aplicações Web. Isto quer dizer que o se conhece por Sensor Web pode ser compreendido como um "middleware" que ajuda a tratar a heterogeinidade dos sensores, fazendo-os utilizáveis em nível de aplicação.
Neste contexto, Sensor Web Enablement (SWE) é uma das formas de se fazer esse "meio-de-campo" por assim dizer. Um padrão internacionalmente aceito e aprovado no que tem sido um ditante de regras padronizadas mundo afora na área geoespacial - a OGC. Mas isso não descarta existência de outras formas, de outros mecanismos. Por ser um padrão de código aberto, é claro que o SWE possui inúmeras vantagens competitivas, principalmente pela transparência, facilitando a implementação de soluções desde que os níveis de sensores e de aplicação estejam preparadas para "aceitar" esse padrão internacional.
Existem, tradicionalmente, dois níveis em que "middlewares" se fazem necessários no contexto Sensor Web. O primeiro deles é na comunicação dos sensores em si e a rede local para recepção das medições. Ou seja, a grosso modo, estamos falando da interconexão sensor-computador para registrar as medições. O segundo nível de "midleware" é o que tem sido foco do SWE até o momento, que é o de facilitar a chegada de medições registradas dos sensores até aplicações Web.
Mais recentemente, entretanto, iniciativas têm emergido no sentido de disponibilizar verdadeiras centrais de serviços de Sensor Web, os chamados "Portais" de Sensor Web. Note que isso é um grau mais complexo de integração do que uma simples conexão sensor-aplicação Web. Esses portais normalmente oferecem a possibilidade de registrar sensores, carregar dados de sensores, fazer buscar em dados de sensores armazenados. Esse conceito é diametralmente divergente ao do SWE, que é fundamentado na descentralização, ao invês da centralização de dados.
É nesse complexo intermédio que uma nova geração do SWE passou a fazer sentido para o o OGC. Os novos conceitos por trás, ou mesmo conceitos que têm sido abordado em literatura, mas ainda não foram considerados pelo OGC, são parte do que é discutido no paper, e será apresentado nos próximos posts, quando entrarmos de vez na nova geração de SWE.
Por: Rodrigo Sperb
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agosto 9th, 2011 - 17:52
Amigo ótimo post, espero que continue sou da área de automação industrial e estou aprendendo sobre GIS, e esse assunto de sensores e como disponibilizar suas leituras me interessa muito,
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