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23abr/102

Padrões Open Geospatial Consortium – Parte 2

Hoje vamos dar sequência à postagem sobre padrões da OGC. Na primeira postagem dessa série vimos o que é o OGC e alguns comentários sobre as especificações WMS, WFS e WCS.

Agora vamos tecer algumas considerações sobre os padrões GML, KML e SLD.

Geographic Markup Language (GML)

O objetivo da GML é oferecer um conjunto de regras com as quais um usuário pode definir sua própria linguagem para descrever seus dados, assim utilização do padrão GML permite a interoperabilidade entre dados geográficos.  Definindo como será o armazenamento e transporte de informações geográficas, incluindo propriedades espaciais e não espaciais das entidades geográficas.

O GML é usado também em serviços WFS para trocar feições entre clientes e servidores, servindo, portanto como suporte ao serviço WFS.

Keyhole Markup Language (KML)

A linguagem XML (eXtensible Markup Language), como o próprio nome já diz, pode ser extendida  ou ampliada. O próprio padrão  KML da OGC é uma extensão de um XML utilizado pelo Google para tornar possível a visualização de dados geográficos nos seus famosos programas: Google Earth e Google Maps.

A estrutura do KML é baseado em tags como ocorre com arquivos HTML e XML comuns. Estas tags do KML tem os nomes e atributos usados para objetivos de exibição específicas. Em termos simples, notamos que o Google Earth e e o Google Maps funcionam pra os arquivos KML como como navegadores.

O KML depende de outros padrões para gerar a visualização de dados geográficos, pois na sintaxe do KML proveniente de um serviço de internet existe uma requisição WMS.

Hoje, o OGC e o Google trabalham em conjunto para aprimorar a implementação do KML, além de manter a comunidade informada das atualizações e avanços em seu projeto.

Styled Layer Descriptor (SLD)

A especificação SLD se refere à um arquivo XML que representa graficamente entidades geográficas (textos, pontos, objetos lineares ou polígonos.). Na linguagem SLD podem ser definidas regras que agrupam objetos em diferentes categorias e definindo para cada grupo um estilo diferente, por exemplo a simbologia de um WMS (estabelecer cores e rótulos) a partir de regras a serem definidas.

Programas de SIG, como o Udig, geram arquivos SLD de forma automática. Para executar este processo, basta adicionar uma camada WFS à uma visualização do Udig, fazer uma requisição ao servidor através de uma URL adequada e depois criar temas e rótulos de acordo com as necessidades da aplicação.

Enfim, esta foi uma breve consideração sobre alguns dos principais padrões da OGC (WMS, WFS, WCS, GML, KML e SLD). Espero que tenham gostado. Qualquer dúvida, entre em contato deixando um comentário.

Um Abraço e até a próxima postagem

--

Anderson Medeiros

Tecnólogo em Geoprocessamento

Consultor em Geotecnologias Livres

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Comentários (2) Trackbacks (0)
  1. Gostei bastante da explicação! bem didática!
    gostaria de saber se é possível criar estas tags e arquivos no Arcgis.

  2. Oi Felipe,
    No site da ESRI (http://arcscripts.esri.com/details.asp?dbid=14273) há disponível uma extensão “Export to KML” para o ArcGis.

    Neste link: http://arcmap2sld.geoinform.fh-mainz.de/ArcMap2SLDConverter_Eng.htm você pode baixar um aplicativo chamado ArcMap2SLD que usa a simbologia usada no ArcMap pra gerar um SLD.

    Qualquer dúvida, entre em contato.
    Abraço.


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