Metadata #3
Buenas noches compadres e comadres.
Bem, vamos à terceira parte do nosso post sobre metadados. Os padrões, ou standards.
Primeiramente, por que usá-los?
- São padrões. Todo mundo o mesmo estilo de metadados. Isso se traduz em facilidade para ler/editar diferentes fontes.
-
Os padrões foram elaborados por experts. Gente que entende do assunto, com muitos anos de experiência na área. Não estou dizendo que você ou outras pessoas não tem conhecimento para acrescentar ou mudar uma coisa ou outra, estou dizendo que só deve fazer isso quando extremamente necessário.
Os dois motivos acima, em minha opinião, já são suficientes para se adotar um, dos muitos padrões (e sub-padrões) existentes.
Atualmente, bem difundidos e utilizados, inclusive com suporte de software, existem três tipos de metadados (sem contar o ESRI FDGC, aquilo lá é uma modificação do FDGC atual).
- Content Standard for Digital Geospatial Metadata
-
CEN Pre-Standard
-
ISO 19115/19139
1 - Content Standard for Digital Geospatial Metadata
Este padrão foi desenvolvido pelo FDGC, em 1994. Este padrão de metadados foi desenvolvido para suportar a infraestrutura nacional de dados espaciais norte-americanos (em 1994...humn, 14 anos na nossa frente!)
Existem diversos países que utilizam este padrão, incluindo Canadá, África do Sul e Reino Unido. Fiquem atentos para os "plugins" de padrões. Existem padrões de metadados desenvolvidos pelo FDGC que cuidam de wetlands, geology, biology entre outros tipos de metadados.
2 - CEN Pre-Standard
Este padrão foi desenvolvido na Europa desde 1992 e foi adotado em 1998. É fruto de cooperação internacional.
3 - ISO 19115/19139
Ah...o padrão ISO. Este padrão foi aprovado em 2003 e como o modelo europeu recebeu inputs de diversos órgãos ao redor do mundo. Na verdade, uma massaroca de padrões utilizados ao redor do mundo foram utilizados como entrada e no final, a ISO separou o joio do trigo.
A ISO 19115 dá um modelo abstrato para organização dos metadados (de dados espaciais), sem implementar ou forçar um modelo rígido.
Já a ISO 19139 especifica e pontua claramente como implementar os metadados utilizando XML e inclui o modelo lógico da 19115. São dois documentos importantes para leitura/consulta.
4 - Padrão OGC (ahá, mais um padrão!)
A OGC (Open Geospatial Consortium), órgão monstro em tudo que se trata de SIG/GIS e afins tem seu perfil de metadados! Só o nome que não tem metadados no meio, mas é metadados. O padrão se chama Catalogue Service e já está na versão 2.x. Os documentos, para os interessados, está no site:
http://www.opengeospatial.org/standards/cat
Certo, o que aprendemos hoje?
-
Existem diversos padrões de metadados e não iremos reiventar a roda.
- Padrões são legais. Não vão te deixar (muito) doido. É melhor utilizar um existente, para conformidade de bases, facilidade de leitura/escrita.
- Que eu não falei do padrão brasileiro de metadados.
Pessoal, me desculpem pela demora. Mas a coisa anda corrida. Assim que tiver um tempinho, irei falar sobre o padrão brasileiro. Um capítulozinho nesta saga só para ele.
Como sempre, aceito sugestões, críticas e uns trocados. Um feliz natal atrasado e um feliz ano-novo cheio de dados espaciais (ainda não consigo sortear entradas para eventos e dar livros de presente...).
Um abraço
Related posts:
-
Páginas
Tag Cloud
ArcGIS ArcObjects Banco de Dados Banco de Dados Geográficos Conceitos dev ESRI Geo Aplicado Geoprocessamento GIS OpenSource PostGIS PostgreSQL Python SIG
WP Cumulus Flash tag cloud by Roy Tanck and Luke Morton requires Flash Player 9 or better.
Últimos artigos
- Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 4: conclusoes
- Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 3: resultados
- Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 2: metodologia
- Analise de adequacao do terreno para implantacao de Parques Publicos, usando SIG e AHP – parte 1: apresentando o problema
- Nova Geracao do Sensor Web Enablement – parte 4: desafios e trabalho futuro
- Nova Geracao do Sensor Web Enablement – parte 3: mudancas previstas
- Nova Geracao de Sensor Web Enablement – parte 2: precedentes em Sensor Web
- Diquinhas de ArcGIS #3
- GeoKettle 2.0 lançado
- Diquinhas de ArcGIS #2
- Map of Metal
- Nova Geracao de Sensor Web Enablement – parte 1: apresentando o problema
- Diquinhas de ArcGIS #1
- Jaspa 2.0 disponibilizado
- 52N lança novas versões de softwares
Categorias
- Adriano Hantequeste
- Alex Tinoco
- Alfredo A. Guimarães
- George Silva
- João Tácio Silva
- Rodrigo Sperb
- Uncategorized
- Vicente Martins
Administração
Stats
Visitas hoje: 76
Visitas totais: 247
Visitantes online: 1
Lightword Theme translated by Kamerazubehör and Online Spiele Ir para o Topo ↑
fevereiro 17th, 2010 - 13:17
George,
Eu senti falta do capítulo falando sobre padrões de metadados geoespaciais brasileiro.
Outra dúvida simples: Metadados se ‘encaixa’ especificamente em que área do Geo? (GIS, banco de dados geográficos, desenvolvimento???)
Agradeço se puder me tirar essa dúvida.
Abraço.
[Translate]
fevereiro 19th, 2010 - 10:19
Olá Geovane,
Dentre estas que você mencionou, na parte de banco de dados. Mas ele é inerente à produção cartográfica, de dados primários, portanto, ao meu ver, ele é parte integrante da Cartografia Digital.
Espero ter ajudado.
[Translate]
fevereiro 19th, 2010 - 23:41
Ajudou bastante… Mas ainda tenho uma dúvida:
É que estou estudando pra uma prova de concurso municipal onde vai cair banco de dados geográficos… seria próprio cairem questões relacionados aos metadados geoespaciais?
Abraço.
[Translate]
fevereiro 23rd, 2010 - 00:17
Sim seria. Mas depende do edital
.
[Translate]